
"Laranja Mecânica"

Ficha Técnica
Título Original: A Clockwork Orange (Inglaterra, 1971)
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Anthony Burgess, Stanley Kubrick
Duração: 137 minutos
Sinopse: Em um futuro não muito distante, Alex é o líder de uma gangue arruaceira, malvada e sem um pingo de piedade. Sua diversão é tomar leite misturado com drogas, roubar, estuprar e cometer a conhecida ultraviolência. Quando Alex cai nas mãos da polícia, é submetido como cobaia a um novo e duro tratamento de reabilitação. Ao voltar as ruas, totalmente curado, os papéis se inventem e Alex enfrenta a ira e vingança de todos aqueles que maltratou no passado. Os inocentes se tornam culpados e vice-versa. Um profundo estudo do comportamento e hipocrisia da sociedade, em uma obra de arte única que Stanley Kubrick trouxe das páginas do livro de Anthony Burgess para as telas de todo o mundo. Stanley Kubrick certa vez declarou que, se não pudesse contar com Malcolm McDowell, provavelmente não teria feito Laranja Mecânica. O orçamento total do filme foi de apenas US$ 2 milhões. No livro, o sobrenome de Alex em momento algum é revelado. Comenta-se que DeLarge seja uma referência a um momento no livro em que Alex chama a si mesmo de "Alexander the Large". Basil, a cobra, foi colocada nas filmagens após o diretor Stanley Kubrick descobrir que Malcolm McDowell tinha medo delas. O livro em que Frank Alexander trabalhava quando Alex e sua gangue invade sua casa chamava-se "A clockwork orange". Stanley Kubrick propositalmente cometeu alguns erros de continuidade em Laranja Mecânica. Os pratos em cima da mesa trocam de posição e o nível de vinho nas garrafas muda em diversas tomadas, com a intenção de causar desorientação ao espectador. O filme foi retirado de cartaz no Reino Unido a mando de Stanley Kubrick. Irritado com as críticas recebidas, de que Laranja Mecânica seria muito violento, Kubrick declarou que o filme apenas seria exibido lá após sua morte. A linguagem utilizada por Alex foi inventada pelo autor Anthony Burgess, que misturou palavras em inglês, em russo e gírias. (Fonte: www.cinemacomrapadura.com.br)
"Laranja Mecânica" foi o filme-surpresa do Noitão de 10 de Junho. Infelizmente foi o 3º filme que eu assisti, e justamente por isso, praticamente não assisti... Estava oscilando entre sono e vigília... confesso que mais para sono... rs. Também pudera... deviam ser umas 4h da manhã!
Quero muuuuuuuuuuuito ver de novo! Do que consegui perceber, é um filme denso, sobre violência gratuita, com cenas fortes, chocantes. Um soco no estômago. Quando eu rever o filme, posto novamente sobre ele!!!
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Mari
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08:29
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"Pepi, Luci, Bom Y Otras Chicas Del Montón"

Ficha Técnica
Título Original: Pepi, Luci, Bom Y Otras Chicas Del Montón (Espanha, 1980)
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Duração: 82 minutos
Sinopse: Pepi é uma garota moderna, esperta e irreverente que vive perto da casa de Luci, que é casada com um policial. Trata-se da típica dona-de-casa quarentona, abnegada e submissa. Mas por trás dessa aparência insignificante esconde-se um segredo. Bom é a vocalista de um grupo pop, "El Bomitoni". É violenta, perversa e muito jovem. Um acontecimento inesperado (o policial violenta Pepi em troca de manter-se calado sobre a plantação de maconha que ela tem em sua varanda) muda o destino das três mulheres e do policial. (Fonte: www.cinemacomrapadura.com.br)
"Pepi, Luci, Bom..." foi o 2º filme da maratona do Belas Artes, do dia 10 de Junho de 2006.
Não foi um filme marcante... não lembro muito bem dele para ser franca. Posso dizer que é um filme bem curtinho, de cenas engraçadas e bizarras. Mas não me agradou muito não. Não sei se assistiria novamente!
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Mari
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07:56
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"O Fabuloso Destino de Amélie Poulain"

Ficha Técnica
Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (França, 2001)
Direção: Jean Pierre-Jeunet
Roteiro: Jean Pierre-Jeunet e Guillaume Laurant
Duração: 120 minutos
Sinopse: Após perder a mãe em um trágico acidente, Amélie depara-se com um pai que se refugia em um mundo de apatia. Anos depois, já crescida, Amélie resolve mudar-se para um apartamento em Montmartre, localizado logo acima da lanchonete em que trabalha como garçonete, a Les Deux Moulins. Acidentalmente, Amélie encontra uma caixinha escondida em seu apartamento. O conteúdo dela não poderia ser de cunho mais onírico: lembranças da infância de alguém, como carrinhos, fotografias, entre outros objetos. Amélie coloca-se em inteira disposição para procurar o dono da caixinha, e ao realizar essa aventura , acaba interferindo de forma positiva na vida de outras personagens , mas acaba esquecendo um pouco de si mesma. (Fonte: www.cinemacomrapadura.com.br)
No dia 10 de Junho de 2006, assisti "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" pela 'enésima' vez... Mas pela primeira vez na telona!!! Uma delícia!
Isso só foi possível graças ao Noitão do HSBC Belas-Artes, que realizou uma sessão "escolha da audiência", passando os filmes mais pedidos pelos frequentadores. E como não podia deixar de ser, Amélie estava entre eles!
Bem... o que falar sobre esse filme? Eu sou suspeitíssima para falar, pois eu A-D-O-R-O, acho simplesmente fantástico! Trata-se de um dos meus filmes preferidos. Talvez por me identificar muito com a personagem...
A história é simples, bem-humorada e dá bastante enfoque as pequenas coisas do cotidiano, pequenas manias e muitas ironias. Aparentemente é um filme leve, bobinho, mas na realidade eu acho um filme bastante denso e angustiante. Não sei... é um filme de opostos... é leve e denso, triste e alegre, fala sobre sonho e realidade, ação e passividade, medo e coragem.
É muito difícil falar sobre esse filme, só assistindo mesmo. Até as opinões sobre o filme são antagônicas... ou você ama Amélie ou você odeia! Eu amo!
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Mari
às
21:29
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Filmes de 2006

Vou fazer a partir deste post, uma retrospectiva dos filmes que eu vi em 2006, a partir de Junho (data em que comecei a anotá-los, graças a minha amiga Lívia! Valeu! rs). Não foram muitos, mas espero começar a postar cada filme que eu assistir em 2007 aqui no blog.
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Mari
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21:16
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Então é Natal...

"Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar novo caderno,
fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:
que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o dente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,
e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não."
(Cartão de Natal - João Cabral de Melo Neto)
Faz alguns anos que já não sinto o chamado "espírito natalino"...
Não sei explicar, mas antigamente o mês de dezembro tinha uma magia única, um "quê" especial, uma alegria no coração que eu nunca soube explicar... O mundo parecia mais colorido, mais alegre, menos ameaçador.
Agora, já não não tem mais nada disso...
Será que fui eu que mudei, ou o mundo moderno está realmente tirando a graça do Natal? Talvez um pouco dos dois....
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Mari
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23:51
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"Não sei... se a vida é curta
ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita.
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
não seja curta,
nem longa demais
Mas que seja intensa
Verdadeira, pura ...
Enquanto durar."
(Não Sei - Cora Coralina)
Se tem uma coisa que eu posso dizer que sou é intensa. Tudo me afeta, não consigo me isentar de nada que eu vivo. A todo o instante e com qualquer pessoa sou completa, não sei ser pela metade, não sei ser mais ou menos.
Se estou feliz, estou feliz intensamente... se estou triste, estou triste intensamente, se estou com alguém, estou com alguém intensamente.
Viver, sentir e ser tocada por tudo pode parecer maravilhoso, se na vida houvesse apenas alegrias... E apesar de sofrer mais por ser assim, sou feliz como sou, pois faz com que a vida valha a pena e que tudo seja "eterno enquanto dure"... Cada momento vivido faz parte de quem sou.
Triste daqueles que já não se afetam por nada, a quem nada comove, nada entristece e que não sabem, não conseguem ou simplesmente não querem ser de corpo inteiro... Com certeza devem sofrer bem menos, mas qual a graça de viver quando não se consegue ter o mínimo de envolvimento com nada?
Sábia Cora Coralina... esta sim soube aproveitar a vida e escrever lindamente sobre ela. Quer saber como é simples viver intensamente? Leia Cora pra descobrir... Eu recomendo.
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Mari
às
23:35
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Chega um momento em que é preciso fazer escolhas.
Existem situações em que você é obrigado a escolher alguma coisa, tomar uma decisão, pois não há possibilidade de seguir adiante sem fazer uma opção.
Não acho que estes casos sejam mais fáceis de decidir, mas pelo menos existe a certeza que é preciso decidir algo.
Por outro lado, existem situações que não necessariamente exigem escolhas... situações que você pode simplesmente ir levando, sem pensar muito a respeito. Nestes casos, já é uma escolha ter ou não ter que decidir entre um caminho ou outro. Ai você pára e pensa: Será que eu realmente preciso tomar uma decisão, fazer uma escolha?
Afinal, como saber quando é chegada a hora de fazer escolhas? Não sei, a gente simplesmente sabe. Chega um momento em que "ir levando" não basta para algumas pessoas, como eu.
Decidi que chegou a hora de fazer algumas escolhas. Não há como saber qual é a melhor e infelizmente fazer uma opção implica em abrir mão de outra... Mas dá tranquilidade saber que independente do que se decida, uma nova caminhada terá início, sempre com novas experiências, possibilidades e mais escolhas....
C'est la vie...
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Mari
às
11:42
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